Ela anda em casa, a arrumar coisitas e papeladas, entre o apressada e distraída.
Repara num convite já aberto, de uma festa de inauguração, e sorri.
Lembra-se do amigo, que já não via desde essa mesma festa e pensa:
"Tenho de ligar ao Carlos, credo, já não falamos há três meses...", repara, entristecida com o tempo que nunca dá para nada. "Ainda por cima, parece-me que tenho fantasmas em casa, que andam-me a aparecer coisas fora do sítio e a desaparecer cenas e ouço vozes de vez em quando... Vou-lhe mesmo ligar... Ele é que percebe disto!..."
Se bem o pensa, melhor o faz.
Senta-se no sofá e pega no telefone fixo. Marca o número e a voz de Carlos soa-lhe do outro lado da linha
"Estou..."
"Ó lindo, andas desaparecido, há 3 meses que não dizes nada!!!"
A voz dele, estranha, como se estivesse com sono:
"Quem fala?..."
" 'Tão, já não me conheces a voz? Isso é castigo de não me ligares, menino!", responde ela, a brincar.
A voz dele, mais séria:
"Mas quem é que está a falar?"
Ela ri-se:
"Ó tonto, sou eu, a Marisa!"
Ele, com uma voz muito séria:
"Que Marisa?"
"Carlos, estás bem? Não me reconheces? Acho que sou a única Marisa da tua vida...", diz ela, já meia confusa, meia a levar a coisa na brincadeira, meia preocupada com ele.
A voz dele, completamente sério e um pouco zangado:
" Olhe, esta brincadeira é de muito mau gosto, agradeço que não torne a ligar!!!", e desliga o telefone.
Marisa fica siderada a olhar para o aparelho, sem perceber o que se passa.
Do outro lado da linha, Carlos leva as mãos à cabeça, transtornado com a voz que ouvira, igual em tom e expressão à de Marisa, a melhor amiga dele.
Que morrera três meses antes, num acidente de viação.
Repara num convite já aberto, de uma festa de inauguração, e sorri.
Lembra-se do amigo, que já não via desde essa mesma festa e pensa:
"Tenho de ligar ao Carlos, credo, já não falamos há três meses...", repara, entristecida com o tempo que nunca dá para nada. "Ainda por cima, parece-me que tenho fantasmas em casa, que andam-me a aparecer coisas fora do sítio e a desaparecer cenas e ouço vozes de vez em quando... Vou-lhe mesmo ligar... Ele é que percebe disto!..."
Se bem o pensa, melhor o faz.
Senta-se no sofá e pega no telefone fixo. Marca o número e a voz de Carlos soa-lhe do outro lado da linha
"Estou..."
"Ó lindo, andas desaparecido, há 3 meses que não dizes nada!!!"
A voz dele, estranha, como se estivesse com sono:
"Quem fala?..."
" 'Tão, já não me conheces a voz? Isso é castigo de não me ligares, menino!", responde ela, a brincar.
A voz dele, mais séria:
"Mas quem é que está a falar?"
Ela ri-se:
"Ó tonto, sou eu, a Marisa!"
Ele, com uma voz muito séria:
"Que Marisa?"
"Carlos, estás bem? Não me reconheces? Acho que sou a única Marisa da tua vida...", diz ela, já meia confusa, meia a levar a coisa na brincadeira, meia preocupada com ele.
A voz dele, completamente sério e um pouco zangado:
" Olhe, esta brincadeira é de muito mau gosto, agradeço que não torne a ligar!!!", e desliga o telefone.
Marisa fica siderada a olhar para o aparelho, sem perceber o que se passa.
Do outro lado da linha, Carlos leva as mãos à cabeça, transtornado com a voz que ouvira, igual em tom e expressão à de Marisa, a melhor amiga dele.
Que morrera três meses antes, num acidente de viação.
3 Assustados:
Isto parece história tipo "A casa do Lago"...
:*
Credo....
fantasmas...
Fada,
Muito bom! Mais uma história com um final surpreendente. :-)
Beijos
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