Fiz o 3º Grau de Reiki em Novembro de 2005.
Estava a ser um ano conturbado, a nível emocional e espiritual.
Todas as noites, nos meses anteriores e principalmente em Outubro e Novembro, tinha pesadelos ou sonhos absurdos que me deixavam exausta mais do que o trabalho. Acordava sempre cansada, triste, desmotivada.
Sentia-me "atacada", "vigiada", "em perigo"...
E sentia "presenças", no meu quarto, principalmente. Presenças não agradáveis.
Algures no mês de Outubro, tive duas quedas (eu que nem costumo ser trapalhona e já não caía há anos), daquelas que poderiam ser mesmo muito graves, mas sinto que alguém me protegeu.
Ou seja, sentia-me "em perigo", mas também "protegida".
Outra das dúvidas que me assolavam na época, era a minha situação religiosa/espiritual.
Cada vez me identificava menos com a religião cristã, onde cresci (batizada, 1ª comunhão, profissão de fé e casamento), devido a todas as descontinuidades que observava entre o "dizer" e o "fazer" que via nas pessoas ditas cristãs, à minha volta.
Divorciada, não podia, segundo alguns, cumprir certos rituais, de ser madrinha, de comungar. Pois se eu nem sequer "vivia em pecado", se estava numa situação "social/física/emocional" igual à de uma pessoa solteira, qual era a justificação???
Além de tudo, outra parte de mim despertava cada vez mais para aquilo que eu chamava a minha faceta "bruxinha", com umas certas nuances de Wicca, mas sem nunca ter pertencido a covens, nem a realizar certos rituais. Aliás, esta faceta "wicca" ou "bruxinha", revelava-se cada vez mais no meu dia-a-dia e acentuava-se na parte da consciência ambiental, no respeito pelos outros seres vivos, na protecção de certas plantas e animais.
Então, vinham as dúvidas do que era correcto, de onde me inseria, a nível espiritual.
Entretanto, surge a hipótese de fazer o 3º Grau, aquele que nos dá o título de Mestre, embora eu me considere uma eterna Aprendiz.
E eu, com isto tudo, com estas dúvidas e situações e medos todos, decidi fazê-lo.
De manhã, conversámos e procedemos à sintonização para o 3º Grau.
Por vezes, algumas pessoas sentem cheiros, têm visões, etc. Nem sempre acontece, é certo, e nem devemos preocupar-nos com isso.
Desta vez, aconteceu-me.
Estava eu sentadinha a receber a minha sintonização, e vejo tudo num tom amarelo sujo, fosco. E algo como bolhinhas de sabão, mas também como se a espuma estivesse suja.
E vejo uma figura negra, como que uma pessoa, a aproximar-se de mim.
E outra a seguir.
Aproximam-se como duas ondas e vejo-os desfazerem-se na espuma, à minha frente.
E apesar de não ter ficado o ambiente claro, a espuma desapareceu e ficou tudo com a cor amarela que por vezes se vê numa alvorada com algum nevoeiro.
No final das sintonizações, cada um falou sobre a sua experiência.
Quando mencionei as minhas "visões", o meu Mestre perguntou-me apenas: "E desapareceram?", referindo-se às figuras.
Assenti, e como tinhamos tido uma conversa anterior sobre "puxar certas coisas para o meio de nós perturba o ambiente", não perguntei nada sobre elas.
Ao almoço, entre cajus e pistachios, aproveitei-me dum momento em que o meu Mestre estava só e perguntei:
"Quem eram?", referindo-me às tais figuras.
A resposta dele não me surpreendeu:
"Visitas indesejáveis."
(Continua...)
Estava a ser um ano conturbado, a nível emocional e espiritual.
Todas as noites, nos meses anteriores e principalmente em Outubro e Novembro, tinha pesadelos ou sonhos absurdos que me deixavam exausta mais do que o trabalho. Acordava sempre cansada, triste, desmotivada.
Sentia-me "atacada", "vigiada", "em perigo"...
E sentia "presenças", no meu quarto, principalmente. Presenças não agradáveis.
Algures no mês de Outubro, tive duas quedas (eu que nem costumo ser trapalhona e já não caía há anos), daquelas que poderiam ser mesmo muito graves, mas sinto que alguém me protegeu.
Ou seja, sentia-me "em perigo", mas também "protegida".
Outra das dúvidas que me assolavam na época, era a minha situação religiosa/espiritual.
Cada vez me identificava menos com a religião cristã, onde cresci (batizada, 1ª comunhão, profissão de fé e casamento), devido a todas as descontinuidades que observava entre o "dizer" e o "fazer" que via nas pessoas ditas cristãs, à minha volta.
Divorciada, não podia, segundo alguns, cumprir certos rituais, de ser madrinha, de comungar. Pois se eu nem sequer "vivia em pecado", se estava numa situação "social/física/emocional" igual à de uma pessoa solteira, qual era a justificação???
Além de tudo, outra parte de mim despertava cada vez mais para aquilo que eu chamava a minha faceta "bruxinha", com umas certas nuances de Wicca, mas sem nunca ter pertencido a covens, nem a realizar certos rituais. Aliás, esta faceta "wicca" ou "bruxinha", revelava-se cada vez mais no meu dia-a-dia e acentuava-se na parte da consciência ambiental, no respeito pelos outros seres vivos, na protecção de certas plantas e animais.
Então, vinham as dúvidas do que era correcto, de onde me inseria, a nível espiritual.
Entretanto, surge a hipótese de fazer o 3º Grau, aquele que nos dá o título de Mestre, embora eu me considere uma eterna Aprendiz.
E eu, com isto tudo, com estas dúvidas e situações e medos todos, decidi fazê-lo.
De manhã, conversámos e procedemos à sintonização para o 3º Grau.
Por vezes, algumas pessoas sentem cheiros, têm visões, etc. Nem sempre acontece, é certo, e nem devemos preocupar-nos com isso.
Desta vez, aconteceu-me.
Estava eu sentadinha a receber a minha sintonização, e vejo tudo num tom amarelo sujo, fosco. E algo como bolhinhas de sabão, mas também como se a espuma estivesse suja.
E vejo uma figura negra, como que uma pessoa, a aproximar-se de mim.
E outra a seguir.
Aproximam-se como duas ondas e vejo-os desfazerem-se na espuma, à minha frente.
E apesar de não ter ficado o ambiente claro, a espuma desapareceu e ficou tudo com a cor amarela que por vezes se vê numa alvorada com algum nevoeiro.
No final das sintonizações, cada um falou sobre a sua experiência.
Quando mencionei as minhas "visões", o meu Mestre perguntou-me apenas: "E desapareceram?", referindo-se às figuras.
Assenti, e como tinhamos tido uma conversa anterior sobre "puxar certas coisas para o meio de nós perturba o ambiente", não perguntei nada sobre elas.
Ao almoço, entre cajus e pistachios, aproveitei-me dum momento em que o meu Mestre estava só e perguntei:
"Quem eram?", referindo-me às tais figuras.
A resposta dele não me surpreendeu:
"Visitas indesejáveis."
(Continua...)
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